{"id":899,"date":"2018-04-09T07:50:41","date_gmt":"2018-04-09T10:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/?p=899"},"modified":"2018-04-09T07:53:54","modified_gmt":"2018-04-09T10:53:54","slug":"cartao-consome-um-terco-dos-orcamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/cartao-consome-um-terco-dos-orcamentos\/","title":{"rendered":"Cart\u00e3o consome um ter\u00e7o dos or\u00e7amentos"},"content":{"rendered":"<div class=\"noticia espacamento claro\">\n<div>Nos \u00faltimos tempos, os gastos excessivos com o cart\u00e3o de cr\u00e9dito entraram no foco do Banco Central (BC) e de entidades de defesa do consumidor. No ano passado, chegou-se a lan\u00e7ar uma campanha pelo &#8220;uso consciente&#8221; do cart\u00e3o, e houve mudan\u00e7a nas regras do pagamento do cr\u00e9dito rotativo, uma forma de diminuir os juros pagos pelo consumidor. Mesmo assim, o pagamento da fatura ainda consome cerca de um ter\u00e7o do or\u00e7amento de quem usa os &#8220;pl\u00e1sticos&#8221;.<\/div>\n<div>Segundo a plataforma de finan\u00e7as pessoais Guia Bolso, em m\u00e9dia, 33,22% dos ganhos foram usados para quitar a conta do cart\u00e3o em janeiro &#8211; n\u00famero at\u00e9 um pouco maior que o observado seis meses antes (32,81%). O n\u00famero est\u00e1 bem acima do recomendado por especialistas &#8211; para Bruno Poljokan, diretor da fintech de cr\u00e9dito Just, o ideal seria algo em torno de 10%. Entre os principais gastos dentro da fatura est\u00e3o as compras, que v\u00e3o desde roupas e utens\u00edlios a jogos on-line, (26,93%), mercado (12,86%) e transporte (12,05%).<\/div>\n<div>Para Nicola Tingas, economista da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito, Financiamento e Investimento (Acrefi), as pessoas abusam do cart\u00e3o pela falta de informa\u00e7\u00e3o e pela necessidade de complementar a renda. &#8220;Muita gente n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 com um produto t\u00e3o caro e, quando v\u00ea, j\u00e1 est\u00e1 afundada em d\u00edvidas&#8221;, observa. Al\u00e9m disso, lembra, em fase de recupera\u00e7\u00e3o da economia, as pessoas come\u00e7am a voltar a cometer pequenas &#8220;extravag\u00e2ncias&#8221;. Para Poljokan, da Just, o grande vil\u00e3o s\u00e3o as compras parceladas. &#8220;Quando parcela o valor da compra, a pessoa perde a no\u00e7\u00e3o de fluxo de caixa e vai comprometendo a conta at\u00e9 chegar ao limite e n\u00e3o conseguir pagar, acabando no rotativo&#8221;, explica.<\/div>\n<div>Uma regra geral de finan\u00e7as que ele recomenda \u00e9 a 50-15-35, em que 50% do or\u00e7amento \u00e9 destinado a gastos essenciais, como aluguel e contas da casa; 15% para juros de financiamentos, como carros, apartamento ou empr\u00e9stimo pessoal; e 35% para gastos com estilo de vida. O primeiro passo para se organizar, segundo Poljokan, \u00e9 evitar parcelar compras atreladas ao estilo de vida &#8211; como sal\u00e3o de beleza e viagens -, deixando essa facilidade para gastos maiores.<\/div>\n<div>Al\u00e9m da comodidade de contrata\u00e7\u00e3o e da populariza\u00e7\u00e3o do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, Marianne Hanson, economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC), explica que o cart\u00e3o toma tanto espa\u00e7o no or\u00e7amento porque vem substituindo outras modalidades de d\u00edvida mais utilizadas pelo brasileiro no passado, como o cheque pr\u00e9-datado e o carn\u00ea de loja.<\/div>\n<div>No in\u00edcio de 2010, quando teve in\u00edcio a Pesquisa de Endividamento e Inadimpl\u00eancia do Consumidor (Peic), medida pela CNC, o cheque pr\u00e9-datado era apontado como a principal d\u00edvida por 4% dos entrevistados. J\u00e1 em mar\u00e7o deste ano, essa modalidade foi apontada como a maior por apenas 1,2%. No caso do carn\u00ea de loja, era o principal respons\u00e1vel pelas d\u00edvidas para 30% dos entrevistados em 2010, tendo ca\u00eddo quase \u00e0 metade no m\u00eas passado (16%). J\u00e1 a d\u00edvida do cart\u00e3o de cr\u00e9dito hoje \u00e9 apontada como a principal por 76,4% das fam\u00edlias endividadas, de acordo com a CNC.<\/div>\n<div>H\u00e1 um ano, o governo mudou as regras do rotativo. Agora, os bancos s\u00e3o obrigados a transferir, ap\u00f3s um m\u00eas, a d\u00edvida do rotativo do cart\u00e3o para a modalidade parcelada, a juros mais baixos. A inten\u00e7\u00e3o era permitir que a taxa de juros para o rotativo recuasse, j\u00e1 que o risco de inadimpl\u00eancia, em tese, cai com a migra\u00e7\u00e3o para o parcelado. O juro m\u00e9dio total cobrado no rotativo, entretanto, subiu 5,9 pontos percentuais de janeiro para fevereiro, segundo o BC. Com isso, a taxa passou de 328% em janeiro para 333,9% ao ano em fevereiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"espacamentog\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-902 \" src=\"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/20171107140325-1024x682.jpg\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"411\" \/><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h3>Custo do cr\u00e9dito ainda n\u00e3o reflete patamar m\u00ednimo hist\u00f3rico da taxa Selic<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"noticia espacamento claro\">\n<div>Apesar de o juro fixado pelo Banco Central (BC) estar no menor patamar j\u00e1 visto, em 6,5%, o cr\u00e9dito est\u00e1 longe de ser o mais barato da hist\u00f3ria. Em todas as linhas banc\u00e1rias mais populares para o consumidor, como cr\u00e9dito pessoal, ve\u00edculos e cart\u00e3o de cr\u00e9dito, a taxa atual \u00e9 maior que a praticada no in\u00edcio de 2013. Naquele per\u00edodo, a taxa b\u00e1sica de juros (Selic) era maior (7,25%), mas o Brasil convivia com o menor custo de cr\u00e9dito verificado at\u00e9 hoje.<\/div>\n<div>O juro do cheque especial mais do que dobrou. Bancos dizem que cortaram taxas recentemente, mas que \u00e9 preciso atacar problemas com o poder p\u00fablico. Amanh\u00e3, os bancos devem anunciar regras para baratear o cheque. N\u00fameros do BC mostram que, nos \u00faltimos meses, houve redu\u00e7\u00e3o das taxas cobradas dos clientes diante dos cortes consecutivos do juro b\u00e1sico. A queda, por\u00e9m, n\u00e3o foi suficiente para tirar a sensa\u00e7\u00e3o dos consumidores de que o cr\u00e9dito continua caro.<\/div>\n<div>Quem usa o limite da conta-corrente, por exemplo, pagou em fevereiro juro anual de 324,1%. \u00c9 mais do que o dobro do verificado cinco anos antes, quando estava no patamar m\u00ednimo hist\u00f3rico, de 136,5%, em maio de 2013. O mesmo ocorre em outras opera\u00e7\u00f5es. A taxa do cart\u00e3o parcelado, que hoje est\u00e1 em 174,3%, era de 100,1% em abril de 2013. Tamb\u00e9m houve aumento no cr\u00e9dito pessoal e de ve\u00edculos. At\u00e9 o rotativo do cart\u00e3o, que ganhou novas regras, est\u00e1 mais caro que h\u00e1 cinco anos. &#8220;Em 2013, os bancos p\u00fablicos reduziram juros na marra. A presidente Dilma Rousseff queria baratear o cr\u00e9dito e usou as estatais, mas os concorrentes n\u00e3o foram atr\u00e1s&#8221;, diz o coordenador do Instituto de Finan\u00e7as da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, Rafael Schiozer. &#8220;Como os privados n\u00e3o seguiram, os p\u00fablicos acabaram subindo o juro depois. Era uma situa\u00e7\u00e3o artificial.&#8221; Ainda que, na m\u00e9dia, grandes bancos estejam praticando juros maiores que em 2013, dados do BC confirmam a avalia\u00e7\u00e3o: a alta de custos nos p\u00fablicos foi, proporcionalmente, maior do que nos privados.<\/div>\n<div>Ricardo Jos\u00e9 de Almeida, professor de finan\u00e7as do Insper, diz que outra explica\u00e7\u00e3o pode estar na maneira como a qual os bancos estabelecem o pre\u00e7o do cr\u00e9dito. &#8220;Como esses n\u00fameros foram ruins no passado recente, o juro embute maior incerteza. Em 2013, os anos anteriores tinham sido muito bons e, por isso, os par\u00e2metros eram melhores&#8221;, diz. Schiozer acredita que esses par\u00e2metros melhorar\u00e3o com a continuidade da retomada da atividade. Mas tem d\u00favida se isso se transformar\u00e1 em juro menor. &#8220;H\u00e1 pouca competi\u00e7\u00e3o, e isso leva o juro para cima.&#8221;<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><em>Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos tempos, os gastos excessivos com o cart\u00e3o de cr\u00e9dito entraram no foco do Banco Central (BC) e de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"_mes":[],"_ano":[],"class_list":["post-899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=899"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":907,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/899\/revisions\/907"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=899"},{"taxonomy":"_mes","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_mes?post=899"},{"taxonomy":"_ano","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_ano?post=899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}