{"id":3492,"date":"2020-05-22T11:12:40","date_gmt":"2020-05-22T14:12:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/?p=3492"},"modified":"2020-05-22T11:13:23","modified_gmt":"2020-05-22T14:13:23","slug":"meu-sono-sumiu-o-que-fazer-com-a-insonia-da-quarentena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/meu-sono-sumiu-o-que-fazer-com-a-insonia-da-quarentena\/","title":{"rendered":"Meu sono sumiu: o que fazer com a ins\u00f4nia da quarentena"},"content":{"rendered":"<p>Quando deito na cama, por mais cansada que eu esteja, o sono vai embora. No meio da madrugada, parece que acabei de tomar um energ\u00e9tico\u201d, conta a publicit\u00e1ria Luciana Matos, de 38 anos. H\u00e1 uma d\u00e9cada, ela teve um epis\u00f3dio grave de ins\u00f4nia, na ocasi\u00e3o tratado com medicamentos. Isso era passado at\u00e9 semanas atr\u00e1s. \u201cFaz dois meses que eu durmo de duas a tr\u00eas horas por noite\u201d, relata. Entre seus pensamentos est\u00e3o incertezas com a Covid-19 e com o futuro. \u201cMoro perto de dois hospitais, ou\u00e7o as ambul\u00e2ncias passando e entro em desespero.\u201d Por enquanto, voltar ao psiquiatra n\u00e3o est\u00e1 nos seus planos.\u201cOptei pelo ch\u00e1 de camomila, n\u00e3o durmo, mas fico calma\u201d, diz. Com a pandemia, o aumento das queixas de ins\u00f4nia era esperado pelos especialistas, j\u00e1 que as noites em claro muitas vezes est\u00e3o associadas ao stress, \u00e0 ansiedade e \u00e0 depress\u00e3o. \u201cNosso organismo reage para nos proteger e cria subst\u00e2ncias para ficarmos mais alertas. Aumenta, por exemplo, a produ\u00e7\u00e3o de adrenalina\u201d, explica o psiquiatra Alfredo Maluf, do Hospital Albert Einstein, ao apontar como o stress pode afetar nosso sistema neurobiol\u00f3gico.<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfor.img?h=532&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1555&amp;y=541\" alt=\"Luciana, sem dormir e ouvindo as sirenes das ambul\u00e2ncias: dist\u00e2ncia de medicamentos e ch\u00e1 de camomila\" width=\"799\" height=\"532\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;53&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfor.img?h=532&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1555&amp;y=541&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfor.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1555&amp;y=541&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfor.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1555&amp;y=541&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Rog\u00e9rio Pallatta\/Veja SP\u00a0Luciana, sem dormir e ouvindo as sirenes das ambul\u00e2ncias: dist\u00e2ncia de medicamentos e ch\u00e1 de camomila<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na plataforma de atendimento psicol\u00f3gico on-line Vittude, por exemplo, a falta de sono ou a dificuldade em mant\u00ea-lo t\u00eam sido relatadas por sete em cada dez pacientes nos \u00faltimos dois meses. Atualmente, o site recebe cerca de110 000 clientes \u2014 um crescimento de 400% em dez semanas. Tamb\u00e9m on-line, na plataforma Psicologia Viva,\u00a0<strong>que pulou de 5.000 consultas para 18.000 no m\u00eas de abril<\/strong>, a busca por profissionais que tratam ins\u00f4nia e transtornos do sono passou de 8% para 17% entre fevereiro e o \u00faltimo m\u00eas. A situa\u00e7\u00e3o se agrava ainda mais com o isolamento, a inatividade e a falta da luz do sol, segundo Dalva Poyares, neurologista do Departamento de Psicobiologia da Unifesp. Mesmo se a ins\u00f4nia estiver relacionada a outras comorbidades, n\u00e3o \u00e9 recomendado deix\u00e1-la de lado. \u201cPode ser comum como sintoma, mas, se n\u00e3o lhe der a devida aten\u00e7\u00e3o, ela se perpetua e se torna um transtorno tamb\u00e9m e passa a ser tratada como doen\u00e7a cr\u00f4nica\u201d, diz a neurologista Rosa Hasan, coordenadora do Laborat\u00f3rio do Sono do Instituto de Psiquiatria da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Rosa, normalmente a ins\u00f4nia desperta a aten\u00e7\u00e3o quando a frequ\u00eancia das noites maldormidas aumenta e o indiv\u00edduo passa a ter preju\u00edzos no decorrer do dia. A \u201cfritura\u201d na cama deve acontecer mais de tr\u00eas vezes por semana, por tr\u00eas meses, seja com a dificuldade de dormir, despertar durante a noite ou acordar de forma prematura. \u201cE influencia no dia a dia, como aumento da irritabilidade, a falta de concentra\u00e7\u00e3o, a perda de mem\u00f3ria, o cansa\u00e7o e a expectativa na hora de dormir com o aumento da ansiedade se vai conseguir ou n\u00e3o\u201d, explica. Mas o alerta neste momento de pandemia est\u00e1 vindo antes, j\u00e1 que todos passam por mudan\u00e7as bruscas da rotina.<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14saMH.img?h=532&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1342&amp;y=417\" alt=\"Ana L\u00facia: busca de alternativas para tentar dormir\" width=\"799\" height=\"532\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;53&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14saMH.img?h=532&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1342&amp;y=417&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14saMH.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1342&amp;y=417&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14saMH.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=1342&amp;y=417&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Rog\u00e9rio Pallatta\/Veja SP\u00a0Ana L\u00facia: busca de alternativas para tentar dormir<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 o caso da biom\u00e9dica Ana L\u00facia Girello, de 55 anos. Acostumada a viagens de avi\u00e3o constantes por causa do trabalho, desde mar\u00e7o ela est\u00e1 em home office e reclama da vida menos agitada. \u201c\u00c9 mais mon\u00f3tono, o dia parece n\u00e3o passar\u201d, afirma Ana, que nunca foi muito adepta da TV e agora fica acordada nas madrugadas para tentar dormir com a luz do aparelho. Testou medita\u00e7\u00e3o e at\u00e9 aromaterapia, mas o resultado n\u00e3o apareceu. \u201cN\u00e3o me concentro nas t\u00e9cnicas e sinto que \u00e9 tempo perdido, mas estou querendo mudar a situa\u00e7\u00e3o.\u201d Os compromissos da dentista Vivian de Moraes, de 41 anos, tamb\u00e9m mudaram. Com dois consult\u00f3rios, as filhas pequenas e cronograma intenso de exerc\u00edcios f\u00edsicos, ela teve um baque na hora de se isolar. \u201cMinha rotina se transformou: comecei a fazer mais cursos on-line e a estudar e agora fico pensando neles durante a noite\u201d, diz ela, que enfrenta tamb\u00e9m o retorno do h\u00e1bito das filhas de dormir em sua cama. J\u00e1 tem um m\u00eas que seu sono \u00e9 irregular e ela sente o impacto no fim do dia, quando fica mais irritada. \u201cPor volta das 4 da manh\u00e3, vou deitar no quarto delas. Fico contando as horas que tenho para dormir, com ansiedade de n\u00e3o conseguir levantar.\u201d Ela j\u00e1 recorreu a aplicativos de medita\u00e7\u00e3o e a \u00e1udios de sons de chuva, mas n\u00e3o resolveu. \u201cEu tenho prescri\u00e7\u00e3o de tranquilizante, mas n\u00e3o quero abusar\u201d, diz. \u00c9 o contr\u00e1rio do que tem aparecido no consult\u00f3rio da neurologista Andrea Bacelar, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Sono, que vem se preocupando com a automedica\u00e7\u00e3o e o uso excessivo dos rem\u00e9dios.\u201cMuitos s\u00e3o pacientes que j\u00e1 tinham a recomenda\u00e7\u00e3o e acabam triplicando a dose. Outros j\u00e1 haviam suspendido o medicamento e retornaram com eles, sem a indica\u00e7\u00e3o para o fazer.\u201d Tranquilizantes, ansiol\u00edticos para tratamento de ansiedade e indutores do sono s\u00e3o recursos importantes, por\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise espec\u00edfica para cada indiv\u00edduo e cuidados para que eles n\u00e3o causem depend\u00eancia nem o efeito psicol\u00f3gico no paciente de achar que s\u00f3 vai dormir se tomar o rem\u00e9dio. O tratamento come\u00e7a com doses menores, em hor\u00e1rios adequados. \u201cAt\u00e9 mesmo aqueles produtos com melatonina, o horm\u00f4nio que regula o sono, t\u00eam um per\u00edodo espec\u00edfico para ser tomados e fazer efeito\u201d, explica.<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoB.img?h=1201&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=997&amp;y=1024\" alt=\"Vivian e as filhas, Valentina e Barbara, e a mascote Shimi:\" width=\"799\" height=\"1201\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;120&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoB.img?h=1201&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=997&amp;y=1024&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;94&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoB.img?h=938&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=997&amp;y=1024&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;94&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoB.img?h=938&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=997&amp;y=1024&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Rog\u00e9rio Pallatta\/Veja SP\u00a0Vivian e as filhas, Valentina e Barbara, e a mascote Shimi:<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o eletricista J.K., de 37 anos, que j\u00e1 fazia uso de medica\u00e7\u00e3o para o transtorno esquizoafetivo, a ins\u00f4nia passou a assombrar novamente na quarentena, em per\u00edodos intermitentes. \u201cPenso na minha fam\u00edlia, se algu\u00e9m vai contrair a Covid-19, se eu vou conseguir comprar \u00e1lcool em gel. E tem a parte financeira, que pesa bastante\u201d, conta. Sua psiquiatra alterou a dosagem da medica\u00e7\u00e3o para tentar ajud\u00e1-lo. \u201cMelhorou 40%, mas ainda me atrapalha\u201d, diz. A ins\u00f4nia atinge menos os homens. \u201cEla \u00e9 de duas a tr\u00eas vezes mais frequente nas mulheres. Isso se d\u00e1 pelas comorbidades. Mulheres t\u00eam mais transtornos de humor e de ansiedade, al\u00e9m da varia\u00e7\u00e3o hormonal\u201d, explica Andrea Bacelar.<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sdgf.img?h=533&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"\u2013\" width=\"799\" height=\"533\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;53&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sdgf.img?h=533&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sdgf.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;42&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sdgf.img?h=416&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Veja SP\/Veja SP\u00a0\u2013<\/figcaption><\/figure>\n<p>Claudia Almeida, de 39 anos, n\u00e3o tinha nenhum sintoma antes do in\u00edcio da pandemia e da suspens\u00e3o de seu trabalho com transporte escolar. Foi receitado a ela um antidepressivo, rem\u00e9dio que ainda tem receio de tomar. \u201cS\u00e3o dois medos: o de entrar em depress\u00e3o e o de ficar dependente da medica\u00e7\u00e3o\u201d, explica Claudia. Ela tamb\u00e9m foi encaminhada a sess\u00f5es de terapia com psic\u00f3logos para acompanhamento.<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoI.img?h=1066&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=977&amp;y=1014\" alt=\"Silvia Conway: h\u00e1bitos saud\u00e1veis para evitar medica\u00e7\u00e3o\" width=\"799\" height=\"1065\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;107&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoI.img?h=1066&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=977&amp;y=1014&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;83&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoI.img?h=832&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=977&amp;y=1014&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;83&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14sfoI.img?h=832&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=977&amp;y=1014&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Arquivo pessoal\/Veja SP\u00a0Silvia Conway: h\u00e1bitos saud\u00e1veis para evitar medica\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Antes da medica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 outros recursos recomendados pelos m\u00e9dicos que costumam ser eficazes para interromper o ciclo da falta de sono, em especial para aqueles que est\u00e3o come\u00e7ando a enfrentar o problema. Rever e ajustar os h\u00e1bitos do dia a dia e ter o aux\u00edlio de psic\u00f3logos em terapias s\u00e3o alguns deles. \u201cNos primeiros momentos em que a ins\u00f4nia aparece, as pessoas v\u00e3o criando mecanismos para driblar a situa\u00e7\u00e3o, mas sem saber que eles podem ser prejudiciais\u201d, diz a psic\u00f3loga Silvia Conway, especialista em dist\u00farbios do sono. \u201cFicar na cama esperando dormir, ingerir \u00e1lcool, beber ch\u00e1s, ficar com eletr\u00f4nicos ligados na cama, que prejudicam a produ\u00e7\u00e3o de melatonina, tudo isso consolida a ins\u00f4nia\u201d, explica. Segundo ela, as pessoas t\u00eam a cren\u00e7a de que uma rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com o sono \u00e9 deitar na cama e \u201ccapotar\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. \u00c9 normal despertar de maneira leve durante a noite, virar de lado, se mexer. \u201cUma boa noite \u00e9 aquela que voc\u00ea dorme quando est\u00e1 com sono e acorda bem e disposto e, durante o dia, n\u00e3o sente cansa\u00e7o.\u201d<\/p>\n<figure style=\"width: 799px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14shWw.img?h=1201&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Danielle: mesmo n\u00e3o sendo indicado, ela recorre ao celular\" width=\"799\" height=\"1200\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;120&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14shWw.img?h=1201&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;94&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14shWw.img?h=938&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;94&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB14shWw.img?h=938&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&quot;}}\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00a9 Rog\u00e9rio Pallatta\/Veja SP\u00a0Danielle: mesmo n\u00e3o sendo indicado, ela recorre ao celular<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para evitar o conflito com o len\u00e7ol, \u00e9 indicado sair da cama de vez quando o sono n\u00e3o vem. \u201cProcure por atividades que n\u00e3o demandam estado de aten\u00e7\u00e3o e ilumina\u00e7\u00e3o forte\u201d, diz a neurologista Rosa, da USP. Os exemplos v\u00e3o desde arrumar gavetas at\u00e9 leituras leves, fora do ambiente do quarto, que deve ser reservado para dormir e para as pr\u00e1ticas sexuais. \u201cSe o sono n\u00e3o vier, ter\u00e1 de manter a calma e a rotina normal no dia seguinte, sem estender ou querer compensar com cochilos fora de hora, porque n\u00e3o funciona\u201d, diz. Durante o dia, mesmo dentro de casa, existe a necessidade de manter os exerc\u00edcios f\u00edsicos e passar um per\u00edodo da manh\u00e3 sob a luz do sol. \u201cA medita\u00e7\u00e3o mais cedo \u00e9 uma sa\u00edda\u201d, explica Elisa Kozasa, pesquisadora em neuroci\u00eancia do Hospital Albert Einstein. H\u00e1 alimentos que s\u00e3o fontes de melatonina, como o kiwi, a uva, a cereja. \u201cAinda n\u00e3o h\u00e1 estudos sobre a dosagem e o hor\u00e1rio que eles podem ser consumidos, mas sugiro \u00e0 noite\u201d, diz Maria Fernanda Naufel, doutora em nutri\u00e7\u00e3o da Unifesp. A instrutora de pilates Danielle Ribeiro, de 38 anos, j\u00e1 tinha superado sua ins\u00f4nia fazia dez anos, depois de ser diagnosticada com transtorno de ansiedade. Nas \u00faltimas semanas, no entanto, percebeu que tem ficado mais acordada. \u201cTomo muito caf\u00e9 e reduzi\u201d, conta. Para se distrair, recorre ao celular. \u201cSei que n\u00e3o \u00e9 recomendado, mas me faz ficar um pouco mais sonolenta\u201d, explica. O uso dos aparelhos eletr\u00f4nicos, inclusive TV, indicam os especialistas, deve ser suspenso at\u00e9 uma hora antes de dormir. O alerta principal \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o nesses h\u00e1bitos que prejudicam o sono e alter\u00e1-los, e, se j\u00e1 melhorados, procurar aux\u00edlio m\u00e9dico. \u201cA maioria das pessoas n\u00e3o cuida bem do sono, e a ins\u00f4nia n\u00e3o deve ser tratada como um sintoma banal\u201d, afirma Rosa.<\/p>\n<p><em>Fonte: Veja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando deito na cama, por mais cansada que eu esteja, o sono vai embora. 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