{"id":1794,"date":"2018-10-31T06:24:28","date_gmt":"2018-10-31T08:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/?p=1794"},"modified":"2018-10-31T08:27:09","modified_gmt":"2018-10-31T10:27:09","slug":"novo-tratamento-para-diabetes-pode-descartar-uso-de-insulina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/novo-tratamento-para-diabetes-pode-descartar-uso-de-insulina\/","title":{"rendered":"Novo tratamento para diabetes pode descartar uso de insulina"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisadores holandeses podem ter descoberto uma maneira de p\u00f4r fim \u00e0s inje\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de\u00a0<strong>insulina<\/strong>utilizadas pelos pacientes que sofrem com\u00a0<strong>diabetes tipo 2<\/strong>. A equipe do Centro M\u00e9dico Universit\u00e1rio de Amsterd\u00e3, na Holanda, descobriu que destruir a membrana mucosa do intestino delgado para que uma nova se desenvolva pode estabilizar os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue dos diab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u201cDevido a esse tratamento, o uso de insulina pode ser adiado ou talvez evitado.\u00a0Isso \u00e9 promissor\u201d, disse\u00a0Jacques Bergman, professor de gastroenterologia da UMC, \u00e0\u00a0emissora holandesa\u00a0<em>Nederlandse Omroep Stichting<\/em>.\u00a0Al\u00e9m de dispensar inje\u00e7\u00f5es de insulina, o tratamento pode diminuir os riscos de doen\u00e7as cardiovasculares, insufici\u00eancia renal, cegueira e dorm\u00eancia nas m\u00e3os e nos p\u00e9s.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que o efeito \u00e9 resultado de uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o entre\u00a0a absor\u00e7\u00e3o de nutrientes pelo intestino e o desenvolvimento de resist\u00eancia \u00e0 insulina em indiv\u00edduos com diabetes tipo 2.\u00a0O estudo revelou ainda que um ano ap\u00f3s o procedimento, 90% dos pacientes continuaram apresentando estabilidade da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o procedimento \u2013 que dura uma hora \u2013 envolve a inser\u00e7\u00e3o de um tubo com um pequeno bal\u00e3o na extremidade pela boca do paciente. O tubo chega no intestino delgado, onde o bal\u00e3o \u00e9 inflado com \u00e1gua quente e a membrana mucosa \u00e9 queimada pelo calor. A nova membrana \u2013 capaz de controlar os n\u00edveis glic\u00eamicos dos diab\u00e9ticos \u2013 se regenera em cerca de duas semanas, promovendo uma melhora significativa na sa\u00fade do paciente.<\/p>\n<p>\u201cCom essas pessoas, vimos uma melhoria espetacular nos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue um dia ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o, antes mesmo de perder um quilo\u201d, contou\u00a0Bergman.\u00a0Agora, os cientistas querem descobrir se os resultados s\u00e3o permanentes ou se o procedimento precisa ser repetido. Apesar de haver d\u00favidas a serem sanadas, eles afirmam que a maior parte dos 50 pacientes que fizeram o tratamento n\u00e3o est\u00e1 mais usando insulina para controlar a doen\u00e7a.\u00a0O pr\u00f3ximo passo da pesquisa \u00e9 recrutar 100 participantes, com idades entre 28 e 75 anos, para a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo de maior escala.<\/p>\n<p>A equipe alertou que, com base nas descobertas, essa abordagem \u00e9 recomendada para pessoas que j\u00e1 tomam o medicamento para a diabetes tipo 2, mas cujo n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue \u00e9 alto o suficiente para que os m\u00e9dicos prescrevam a inje\u00e7\u00e3o de insulina a curto prazo.<\/p>\n<h3>Diabetes tipo 2<\/h3>\n<p>Segundo o\u00a0<em>The Guardian<\/em>, 9 em cada 10 pacientes diagnosticados com diabetes t\u00eam o tipo 2, na qual o\u00a0organismo produz\u00a0<strong>insulina<\/strong>\u00a0normalmente, por\u00e9m o corpo se torna resistente \u00e0 a\u00e7\u00e3o desse horm\u00f4nio e as taxas de a\u00e7\u00facar no sangue se elevam. Os efeitos da doen\u00e7a podem ser controlados com mudan\u00e7as na dieta, mas a maioria das pessoas acaba precisando tomar comprimidos ou injetar insulina depois de conviver com o problema por cinco ou dez anos. Isso acontece porque o diabetes tipo 2 \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o progressiva.<\/p>\n<p><strong>No Brasil<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa\u00a0Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel) 2016\u00a0mostrou que o n\u00famero de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu mais de 60% nos \u00faltimos 10 anos. Em 2006, esses pacientes representavam 5,5% da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 em 2016 subiu para 8,9%. Os resultados, divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no ano passado, indicaram que as mulheres s\u00e3o as mais atingidas, passando de 6,3% para 9,9% no per\u00edodo. Nos homens, a taxa de\u00a0 diagn\u00f3stico subiu de 4,6% para 7,8%.<\/p>\n<p>As capitais com maior preval\u00eancia do diabetes s\u00e3o Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), Belo Horizonte (MG), S\u00e3o Paulo (SP), Vit\u00f3ria (ES), Recife (PE) e Curitiba (PR). A capital brasileira com menor n\u00famero de diagn\u00f3stico \u00e9 Boa Vista, em Roraima.\u00a0O levantamento ainda revelou que o indicador de diabetes aumenta com a idade: entre 18 e 24 anos, o \u00edndice \u00e9 de 0,9%; entre 35 e 44 \u00e9 de 5,2%, entre 55 e 64 chega a 19,6%. A popula\u00e7\u00e3o com 65 anos ou mais revelou o maior \u00edndice: 27,2%.<\/p>\n<p>A pesquisa destacou tamb\u00e9m que o diabetes \u00e9 tr\u00eas vezes maior entre os que t\u00eam menor escolaridade: os indiv\u00edduos com at\u00e9 oito anos de estudo mostraram \u00edndice de 16,5%, percentual que cai para 5,9% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 4,6% para 12 ou mais anos.<\/p>\n<p><em>Fonte: Veja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores holandeses podem ter descoberto uma maneira de p\u00f4r fim \u00e0s inje\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de\u00a0insulinautilizadas pelos pacientes que sofrem com\u00a0diabetes tipo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1795,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"_mes":[],"_ano":[],"class_list":["post-1794","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1794"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1794\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1797,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1794\/revisions\/1797"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1794"},{"taxonomy":"_mes","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_mes?post=1794"},{"taxonomy":"_ano","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_ano?post=1794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}