{"id":1169,"date":"2018-05-10T06:00:17","date_gmt":"2018-05-10T09:00:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/?p=1169"},"modified":"2018-05-15T10:34:33","modified_gmt":"2018-05-15T13:34:33","slug":"dividas-de-aposentado-do-inss-com-credito-consignado-crescem-137-em-1-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/dividas-de-aposentado-do-inss-com-credito-consignado-crescem-137-em-1-ano\/","title":{"rendered":"D\u00edvidas de aposentado do INSS com cr\u00e9dito consignado crescem 13,7% em 1 ano"},"content":{"rendered":"<p class=\"txt-gray mb-0\"><strong>Aumento acelerado preocupa especialistas e mercado<\/strong><\/p>\n<div>Os aposentados\u00a0 e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) s\u00e3o a segunda categoria que mais deve no cr\u00e9dito consignado, segundo dados do Banco Central. O saldo das d\u00edvidas soma mais de R$ 120 bilh\u00f5es e cresceu nada menos do que 13,7% nos \u00faltimos 12 meses terminados em mar\u00e7o. O valor da d\u00edvida per capita, de R$ 4.129, equivale a 2,3 vezes a renda m\u00e9dia dos benefici\u00e1rios, que \u00e9 de R$ 1.750 por m\u00eas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00a0Para especialistas, o crescimento acelerado do saldo devedor \u00e9 fator de preocupa\u00e7\u00e3o. Isso porque aposentados, de maneira geral, n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de expandir a renda em caso de um inesperado aperto financeiro. \u201cAposentado n\u00e3o pode ter d\u00edvidas. \u00c9 a \u00fanica coisa que ele tem que evitar\u201d, avalia o professor de finan\u00e7as pessoais da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) F\u00e1bio Gallo Garcia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na etapa final da vida, o endividamento pode representar um caminho sem volta para a inadimpl\u00eancia, adverte Gallo. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 muita alternativa a n\u00e3o ser cortar as despesas ao m\u00e1ximo. O que pode significar privar-se de coisas que s\u00e3o essenciais, sobretudo na fase madura, como plano de sa\u00fade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A planejadora financeira Let\u00edcia Camargo explica que os brasileiros ainda t\u00eam muita dificuldade de programar receitas e despesas. \u201cTivemos uma infla\u00e7\u00e3o muito alta nos anos 1980, que deixou uma gera\u00e7\u00e3o inteira sem conseguir se planejar\u201d, diz Let\u00edcia. Com a alta constante nos pre\u00e7o dos produtos, valia mais a pena gastar o dinheiro rapidamente, explica. Outro fator que prejudicou a capacidade de planejamento foi a recess\u00e3o dos anos recentes. \u201cMuita gente ficou desempregada e teve de se acostumar com um padr\u00e3o de vida mais baixo, sem poder poupar recursos\u201d, acrescenta.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_1168\" aria-describedby=\"caption-attachment-1168\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1168\" src=\"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180505225419237644a.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"529\" srcset=\"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180505225419237644a.jpg 800w, https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180505225419237644a-300x198.jpg 300w, https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180505225419237644a-768x508.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1168\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #333333; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">&#8220;Para mim, distra\u00e7\u00e3o \u00e9 ir ao shopping comprar uma besteirinha barata que n\u00e3o v\u00e1 fazer muita diferen\u00e7a no or\u00e7amento. E eu sonhava que, quando fosse aposentada, iria viajar, ficar um m\u00eas na praia&#8221;, afirma Ang\u00e9lica Martini Fortes, professora aposentada\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<span style=\"font-size: 10pt;\"> \u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #333333; font-size: 10pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">(foto: Bruno Santa Rita\/Esp.CB\/D.A. Press)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Bicho pap\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<div>Para a professora aposentada Ang\u00e9lica Martini Fortes, 62 anos, endividar-se foi a maneira de conservar, pelo menos em parte, o padr\u00e3o de vida que tinha nos tempos da ativa, o que inclu\u00eda manter um conv\u00eanio m\u00e9dico para emerg\u00eancias. Na aposentadoria, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente. \u201cPlano de sa\u00fade \u00e9 muito caro. S\u00f3 ele leva 30% da minha aposentadoria\u201d, reclama.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A professora lamenta ainda que n\u00e3o sobra muito dinheiro para o lazer. \u201cPara mim, distra\u00e7\u00e3o \u00e9 ir ao shopping comprar uma besteirinha barata que n\u00e3o v\u00e1 fazer muita diferen\u00e7a no or\u00e7amento\u201d, diz. \u201cE eu sonhava que, quando fosse aposentada, iria viajar, ficar um m\u00eas na praia\u201d, ironiza.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O educador e terapeuta financeiro J\u00f4natas Bueno afirma que assumir d\u00edvidas para sustentar um estilo de vida que n\u00e3o cabe no bolso \u00e9 um procedimento mais comum do que se imagina. \u201cAs pessoas n\u00e3o veem a d\u00edvida como um bicho-pap\u00e3o, o que seria o certo. Em geral, s\u00e3o permissivas quanto ao endividamento\u201d, analisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Bueno, o endividamento \u00e9 sempre algo a ser evitado. O ideal, sugere, \u00e9 poupar antes de comprar. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio fugir do ciclo vicioso das d\u00edvidas. Se voc\u00ea n\u00e3o se libertar, vai passar a vida toda recebendo contas e pagando juros. E quem vive dessa forma realiza menos sonhos\u201d, observa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ang\u00e9lica Martini afirma que se arrepende de n\u00e3o ter feito um planejamento financeiro para a fase madura. E recomenda \u00e0s pessoas que fa\u00e7am um plano de aposentadoria quando ainda s\u00e3o jovens. \u201cPara quem tem 20 anos, \u00e9 melhor contratar uma previd\u00eancia privada ou come\u00e7ar logo a juntar dinheiro\u201d, recomenda. Se tivesse feito isso mais cedo, diz, sua vida, agora, poderia ser diferente da rotina de tomar uma d\u00edvida atr\u00e1s da outra.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cVou pegar um empr\u00e9stimo no banco para quitar o cheque especial e, depois, vou pagando aos poucos\u201d, conta a professora aposentada. Ela entende que n\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o ideal, mas diz que, no seu caso, \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que tem que ajudar a fam\u00edlia nos gastos. \u201cFam\u00edlia a gente sempre ajuda. Vou come\u00e7ar a dizer que n\u00e3o vou ajudar mais\u201d, brinca.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Chateada por ter adiado a consulta ao dentista para poupar dinheiro, Ang\u00e9lica critica a gest\u00e3o dos governos, em geral. \u201cN\u00e3o tenho mais esperan\u00e7a. N\u00e3o vou nem votar. Prefiro pagar a multa\u201d, afirma. Ela diz que o Brasil poderia ser um lugar melhor para todos e, como professora, lembra que o pa\u00eds s\u00f3 pode ser renovado por meio da educa\u00e7\u00e3o, o que, na opini\u00e3o dela, est\u00e1 longe de acontecer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Adriano Severo, educador financeiro, destaca que um problema pouco considerado por quem se preocupa com as finan\u00e7as na terceira idade \u00e9 que os aposentados t\u00eam mais tempo dispon\u00edvel para gastar dinheiro. \u201cQuando a pessoa trabalha, ela n\u00e3o est\u00e1 passeando, n\u00e3o est\u00e1 consumindo \u00e1gua em casa, energia e fazendo outros gastos que, quando se acumulam, pressionam o or\u00e7amento. Com tempo livre, o dinheiro sai mais r\u00e1pido\u201d, explica. Severo tamb\u00e9m ressalta outra caracter\u00edstica dessa fase da vida: \u201cAs pessoas idosas gastam mais com sa\u00fade, que \u00e9 algo caro e deixa pouca escolha. N\u00e3o tem como n\u00e3o gastar com m\u00e9dicos e rem\u00e9dios\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Compromissos<\/span><\/strong><\/p>\n<div>Para a aposentada Concei\u00e7\u00e3o Silva, 78 anos, foi mais f\u00e1cil seguir o caminho contr\u00e1rio ao de Ang\u00e9lica Martini. Ela explica que n\u00e3o costuma pegar empr\u00e9stimos nem abusar do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. \u201c\u00c9 assim que eu vou equilibrando para conseguir me manter\u201d, ilustra. E diz que, quando percebe que alguma compra pode deix\u00e1-la endividada, ela simplesmente corta a despesa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Rec\u00e9m-aposentada, Izelda Carvalho, 58, trabalhava na \u00e1rea de pol\u00edticas p\u00fablicas do Governo do Distrito Federal (GDF). Ela tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo de algu\u00e9m que foge das d\u00edvidas. No passado, ela j\u00e1 se viu enredada com cheque especial e empr\u00e9stimos pessoais, o que a levou a se desdobrar para honrar os compromissos. \u201cAl\u00e9m do emprego no GDF, fui trabalhar na loja da minha irm\u00e3. Finalmente, consegui pagar tudo o que devia, Agora, d\u00edvidas jamais!\u201d, proclama.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Izelda conta que se aposentou para aproveitar a formatura do filho, que se torna bacharel de direito este ano. \u201cMeu filho est\u00e1 se formando. \u00c9 menos uma d\u00edvida de quase R$ 2.000 por m\u00eas. Por isso, optei por me aposentar agora\u201d, explica. Ela diz estar consciente de que, a partir de agora, a renda deve diminuir e que, portanto, a batalha ainda n\u00e3o est\u00e1 ganha. Por isso, pensa em voltar a trabalhar com a irm\u00e3 para ocupar o tempo livre e tentar manter a qualidade de vida.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumento acelerado preocupa especialistas e mercado Os aposentados\u00a0 e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) s\u00e3o a segunda<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1170,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[14],"_mes":[],"_ano":[],"class_list":["post-1169","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-inss"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1169"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1174,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1169\/revisions\/1174"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1169"},{"taxonomy":"_mes","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_mes?post=1169"},{"taxonomy":"_ano","embeddable":true,"href":"https:\/\/ajubemge.com.br\/site2\/wp-json\/wp\/v2\/_ano?post=1169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}